Fim da democracia é prato que se come frio

A preocupação atual, relevante e necessária com um possível “Capitólio brasileiro”, seja no Sete de Setembro, no dia das eleições ou após a proclamação de uma até aqui provável derrota de Jair Bolsonaro, não deve nos impedir de considerar quão grandes serão os danos à democracia brasileira causados por uma campanha eleitoral baseada em mentiras sobre a confiabilidade do processo eleitoral, protagonizada por um líder carismático e violento como nosso atual presidente. Devemos distinguir os eventuais danos de curto prazo, que talvez venham a ser causados por ações violentas dos apoiadores por ele instigados, dos danos de longo prazo, que macularão a confiabilidade da democracia para uma porção grande dos brasileiros mesmo que a temida violência não ocorra, mesmo que Bolsonaro perca e mesmo que seu sucessor consiga tomar posse em 1º de janeiro. 

O genuíno pote de ouro ao final do arco-íris que guia os passos de Jair Bolsonaro

Continue lendo na Revista Piauí.