Licença para morrer

Numa manhã de agosto de 2020, em pleno alto verão na Europa, o matemático Luís Miguel Marques, 63 anos, paraplégico desde os 8 anos, contou com a ajuda de três amigos para percorrer os 2 mil km que separam Lisboa de Zurique, na Suíça. A viagem de mais de 30 horas tinha um objetivo: exercer o direito de pôr fim à própria vida graças à eutanásia, questão discutida na Assembleia da República de Portugal desde 2016. Ele tomou a decisão depois de cansar de esperar pela decisão da Assembleia. Marques dependia de um ventilador para respirar, tinha câncer e doenças crônicas. Ao iniciar a viagem final, lamentou ter de “deixar a terra natal” e “sofrer como um cão” para “conseguir morrer dignamente”. A cena está no documentário Até o Fim, exibido em setembro de 2020 pela televisão pública portuguesa, que informou ainda que Luís Marques contraiu paralisia após o pai

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