O PF na era das vacas magras

Entre os corredores de um supermercado de Teresina, no Piauí, Adelina Bitencourt, de 54 anos, caminha pacientemente. Ela sabe que não é bom negócio ter pressa quando sai às compras. A paciência tem sido uma estratégia para driblar o alto preço dos alimentos – que a cada semana parece aumentar. Bitencourt se acostumou a ir a dois ou três supermercados em uma noite, o que fez de domingo a sexta, em busca do menor preço. Já sabe de cor e salteado os dias de promoção das hortaliças em um lugar X ou de frios no lugar Y. Para Bitencourt, vale a pena: se conseguir carne mais barata, tomate mais em conta ou arroz em promoção, é lucro no dia seguinte. 

Quando começou a pandemia da Covid, ela teve a ideia de montar um negócio de comida. Vende pratos feitos, o popular “PF”. A inspiração veio dos anos de trabalho em

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