A gramática da intolerância

Em Sonhos, lançado no distante 1990, o diretor japonês Akira Kurosawa retrata oito histórias. Talvez com exceção da sexta e da sétima, todas se desenrolam independentes umas das outras. Como o título sugere, é um filme que evoca diferentes sensibilidades. Do garoto abelhudo proibidamente presenciando um ritual de matrimônio entre as raposas na floresta, do menino punido pelas fadas pela destruição em sua casa de um pomar de pessegueiros, do impossível encontro do diretor com Van Gogh dentro de um de seus quadros, os sentidos e rituais da vida e da morte. Para quem não viu, fica aqui a sugestão. Dos oito curtas de Sonhos, há um, o quarto, que justifica um comentário mais detalhado: O Túnel. Se a memória não me for tão cruel o enredo é mais ou menos este.

Um homem fardado, solitário, caminha por uma estrada quando se depara com um cachorro bravo que, rosnando, o obriga

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