Símbolos, fatos e medos

A eleição de 2018 colocou em xeque algumas das principais variáveis que costumávamos considerar para analisar pleitos majoritários. O famoso tempo de tevê – horário gratuito de propaganda eleitoral – e o financiamento de campanha não turbinaram o sucesso da candidatura eleita para a Presidência, tampouco o êxito de muitos de seus apadrinhados nos estados Brasil afora. Os eleitos, principalmente pelo PSL, baixaram muito as médias históricas de recursos de campanha e tempo de tevê. Foi uma eleição protagonizada por outras formas de comunicação, como disparos em massa por redes sociais e disseminação de fake news. Foi também a eleição dos símbolos, das figuras que mais representavam direta ou indiretamente um imaginário e os anseios daquele momento: controle, ordem, valores tradicionais e, ao mesmo tempo, o novo na política. E foi a eleição do medo, responsabilizando forças políticas conhecidas por aquilo que os eleitores não queriam seguir vivendo. 

A campanha

Continue lendo na Revista Piauí.