No pós-Bolsonaro, não podemos repetir o erro da Lei da Anistia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Pela família, contra o comunismo e pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, meu voto é sim”.

Foi assim, exaltando o golpe de 64 e tratando torturador como herói, que o então deputado Jair Bolsonaro anunciou seu voto a favor do golpe de 2016. Após anos de torturas, assassinatos, estupros e outros crimes cometidos por agentes do Estado durante o regime militar, um ex-capitão é aplaudido ao glorificar a memória de um coronel torturador.

Dois anos depois, este mesmo parlamentar seria democraticamente eleito presidente da República usando um discurso golpista e governaria os próximos quatro anos fazendo ameaças à democracia. Mesmo cometendo aproximadamente 40 crimes de responsabilidade, este presidente está imune a um impeachment graças ao apoio dos parlamentares do Centrão – os mesmos que aplaudiram efusivamente o discurso em que

Continue lendo no The Intercept.