Para ligar o nome à pessoa

Assim que acordou na manhã de sexta-feira (10), Larissa Ember de Oliveira Alves pegou o celular e notou que havia uma nova mensagem enviada pelo avô. A primeira palavra a paralisou: ele a chamava pelo nome de registro, não pelo nome social com o qual a jovem se identifica desde setembro do ano passado, quando passou a se entender como mulher transexual. “Sempre que leio meu ‘nome morto’, me dá um bloqueio automático. Eu apaguei sem terminar de ler [a mensagem]”, disse a garota de 18 anos. Naquele mesmo dia, Larissa foi uma das 51 pessoas trans que participaram do mutirão “Meu nome, meu direito”, promovido pela Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR), em Curitiba, para orientar pessoas que queriam retificar o prenome e/ou o gênero em documentos pessoais. 

Nascida num corpo masculino e educada como menino, Larissa cresceu insatisfeita com o que via no espelho. Há dois anos

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