‘A favela venceu’. Mas e os favelados?

Foto: Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images

Se você andou pela terra das redes nos últimos anos, deve certamente ter se deparado com a frase “a favela venceu” ou mesmo com algumas de suas irmãs siamesas, como “pretos no topo”, “é tudo nosso”, etc. As sentenças são inspiradoras e nos lembram que as palavras de ordem também possuem a função fundamental de trazer esperança, sonho, possibilidade. Podem ser entendidas como deflagradoras de um tesão só presente na radicalidade.

Em meio a um mundo desabando (e desabando há muito tempo mais para uns do que para outros), enxergar um horizonte pode significar a própria sobrevivência. Há mais: a reiteração das imagens de sofrimento servem muitas vezes não só para imobilizar, mas também para eleger candidatos a heróis (está aí Gabriel Monteiro explorando pessoas em situação de miséria para nos lembrar). Por isso, falar também de

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