Um projeto negativo

Cumpro tudo que prometo, sobretudo as represálias

Fala do personagem O Chefão, em Rainha Lira, de Roberto Schwarz

 

A fúria destruidora da administração de Jair Bolsonaro dirigida contra as instituições culturais e ao aparato que protege e incentiva a vida cultural no Brasil tem método próprio. Não é difícil identificá-lo, embora mesmo os detratores instalados no governo não o reconheçam, uma vez que a incompetência faz parte desse método: em meio ao desmantelo induzido da cultura, também a inépcia, inerte ou ativa, opera e destrói. Refiro-me aqui em especial ao tratamento dado à cultura pelo “bolsonarismo”, seja isso o que for: um movimento sociopolítico, um amálgama de ressentimentos nacionais, uma súmula de elementos deletérios de nossa cultura – como o “cafajestismo” –, uma bravata de personagens autoritários e toscos que tomam a brutalidade como atributo da liderança, a exemplo do Chefão citado na epígrafe deste texto.

No que diz

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