Entrevista: ‘Cérebro de fetos Yanomami tem 7 vezes mais mercúrio de garimpo que o de adultos’, diz médico

O relatório “Yanomami sob Ataque“, produzido por associações que representam a etnia, não usa meias palavras para descrever a situação do seu povo: o território vive o pior momento de invasão garimpeira desde que foi demarcado, há 30 anos.

Nos cálculos do Mapbiomas, de 2016 a 2020, o garimpo em terras Yanomami cresceu 3.350%. A maior parte da área destruída está concentrada nas calhas dos rios Uraricoera e Mucajaí, na região de Waikás, em Roraima. Era onde ficava a aldeia Aracaçá, cuja população de aproximadamente 20 indígenas desapareceu após denúncias de violência praticada pelos garimpeiros. Foi lá também que, em 2014, a equipe de pesquisadores liderada pelo médico Paulo Basta, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, identificou o maior índice de contaminação de indígenas por mercúrio.

O metal pesado é usado no garimpo pois funciona como uma espécie de ímã: ele une os pequenos pedaços de ouro, tornando-os

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