Quatro histórias de vidas atravessadas pelo genocídio negro

Nota dos editores: Esta reportagem está em produção há mais de um ano. Foi fruto do trabalho de Martihene Oliveira, do Coletivo Sargento Perifa, que atua com comunicação comunitária no Córrego do Sargento, comunidade no bairro da Linha do Tiro, em Recife. Ela foi uma das selecionadas no nosso chamado de Bolsas para Repórteres Negros. Sua proposta partiu de sua própria trajetória: depois de ter um vizinho assassinado, Oliveira começou a se perguntar quantos pretos havia perdido na vida. Chegou ao número de 27. Então, resolveu repetir a pergunta a outras pessoas da comunidade.

Depois de meses de trabalho em apuração, redação e edição, a publicação estava prevista para o sábado, dia 28. Era, coincidentemente, a festa de aniversário dos dois anos de Coletivo Sargento Perifa, e havia atividades marcadas para o dia todo. Até que veio a chuva. A comemoração deu lugar a um trabalho intenso de ajudar os

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