O DNA golpista da República

Pessoalmente, os ministros-generais Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral) não têm muita afinidade entre si. Chegaram ao governo de Jair Bolsonaro (PL) com uma alardeada influência sobre o capitão, sustentada também pelo fato de terem ido mais longe na hierarquia do Exército, o que lhes conferiria, em tese, respeito e autoridade. Mas, com o passar do tempo e das crises, ambos foram rebaixados a personagens secundários nas tomadas de decisão do governo. Longe dos holofotes, continuaram prestando serviços a Bolsonaro e concorrendo ao papel de principal entusiasta do presidente.

Eles questionam pesquisas que mostram Bolsonaro atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto, repetem bordões do chefe, aplaudem suas aparições públicas, elogiam seu governo e falam mal quase diariamente de reportagens e repórteres. Afrontam a Justiça brasileira para reforçar as ameaças de Bolsonaro e sugerir, assim, que há respaldo

Continue lendo na Revista Piauí.