Vergonha e raiva na fila da fome

Trabalho com assistência social há mais de dez anos e, desde 2017, estou lotada em um Centro de Referência em Assistência Social (Cras) no Guará, região administrativa do Distrito Federal. Como sou psicóloga, meu trabalho é fazer o atendimento socioassistencial de pessoas em situação vulnerável. Cuidamos daqueles casos em que a pessoa não está carente só de dinheiro – às vezes ela precisa de ajuda para melhorar a relação com alguém da família, com os vizinhos, ou precisa de apoio para obter os benefícios a que ela tem direito. Trabalhamos com os cinco aspectos básicos que devem ser garantidos pela assistência social: renda, convívio, acolhida, autonomia e apoio. Às vezes a pessoa pede um determinado tipo de auxílio, mas na verdade precisa de outro e nem sabe. Como diz uma das minhas colegas, tratamos de penico a bomba atômica.

A política de assistência social no Brasil nunca alcançou o tanto

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