Governo federal contra os mil do Espírito Santo

Quando a técnica de enfermagem Alessandra Borges foi contratada, o Hospital Estadual de Vila Velha, a poucos quilômetros de Vitória, estava no olho do furacão. Era janeiro de 2021, às vésperas da onda mais letal da Covid no Brasil, e o hospital vivia apinhado de gente. O centro cirúrgico e a enfermaria foram fechados e transformados em Unidades de Terapia Intensiva improvisadas. Borges foi chamada para trabalhar em caráter emergencial, inicialmente pelo prazo de três meses, para suprir a demanda ampliada do sistema de saúde. Quando ela chegou, três dos quatro andares do hospital haviam sido transformados em UTIs.

 

“Era desesperador. Às vezes tinha só um médico para atender uma UTI inteira, era um corre-corre danado”, lembra Borges. “A gente dava a medicação, tentava de tudo, recebia ordens de todos os lados – e mesmo assim não tinha sucesso.” Todos os catorze leitos da ala em que ela trabalhava

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