O amigo genial

Em depoimento a Tiago Coelho

Depois que Paulo Gustavo morreu, pensei em escrever umas memórias que chamaria de Cartas para Romeu e Gael. Queria deixar para eles o testemunho da experiência de ter tido um amigo tão parceiro como foi o pai deles. Para eles lerem quando tiverem 16 anos. Os meninos nasceram num momento de muito retrocesso no Brasil. Pensei em escrever: vocês não fazem ideia do que era ser gay em Niterói nos anos 1990… Apesar de tudo, era ótimo.

Em Niterói se tem uma vida de bairro. Todo mundo se conhece. Minha mãe conhecia Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, da convivência no bairro de Icaraí. Entrando na adolescência, eu só o conhecia dos relatos lá em casa: “O filho da Dea pintou o cabelo de colorido! O filho da Dea botou brinco no nariz!” Eu ficava curioso em saber quem era o tal filho da Dea

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