Centrão nutrido, Nordeste com sede

Foto: Leo Lemos/ASA

Quando você escuta “Nordeste” ou principalmente “sertão”, que imagens vêm primeiro à sua mente? Vou arriscar algumas: rio seco, solo rachado, menino mirrado, ossada de um boi morto de sede, casinha fina e torta de pobreza. Associadas a todas elas, a grande estrela cuja fama internacional se deu não pela presença, mas sobretudo pela ausência: a água.

Pois bem: essa falta e sua forma que molda o menino magro, o chão rachado, o boi morto e a casinha depauperada voltaram a brilhar como sol forte no Brasil do patriota que celebra orgulhoso as compras do bilionário sul-africano Elon Musk, mas repudia o escancaramento de questões nacionais graves como a inflação altíssima, a fome e o aumento do furto de comida nos supermercados. 

Principal rede de organizações que trabalha há quase 23 anos na implementação de cisternas de

Continue lendo no The Intercept.