Estas mães que perderam a guarda dos filhos têm algo em comum: religiões afro-brasileiras

Em dezembro de 2019, a dona de casa Josileide da Gama foi forçada a entregar os dois filhos a uma irmã. A justiça não permite que a mãe fale com as crianças por telefone, e Gama não deve chegar a menos de 300 metros dos meninos. Isso porque o Judiciário a considera suspeita de negligência e de expor os filhos a um “ambiente inadequado” – segundo ela, o terreiro de Jurema que funciona em sua casa. Pela forma que a religião afro-ameríndia é descrita no processo, a defesa acredita que a razão da suspensão da guarda seja apenas fruto de intolerância religiosa.

Juremeira há oito anos, Gama é mãe de santo, vive com uma deficiência física e morava com os filhos e o pai de santo Joalisson Gomes da Silva, seu cuidador, até a 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa decidir puni-la por “não promover os cuidados

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