Mutirão contra o vírus

Na manhã do último dia 23 de agosto, Larissa Franchini passou uma tarefa inusitada para o caminhoneiro Aparecido Soares da Cunha, seu funcionário. A empresária do ramo de terraplanagem pediu que ele entrasse no carro dela e a acompanhasse até o centrinho de Parisi, pequena cidade no interior de São Paulo. Durante o trajeto, Franchini não informou para onde estavam indo nem o que iriam fazer. Depois de alguns minutos, ela estacionou o carro em frente a um posto de saúde, o único no município de 2,1 mil habitantes. “Por que a gente veio aqui?”, perguntou Cunha, um tanto confuso. “Trouxe o senhor para tomar a vacina da Covid”, respondeu a empresária. O caminhoneiro de 59 anos protestou. Ele não acreditava na doença, nunca usava máscara, tinha dúvidas sobre a segurança do imunizante e não queria tomá-lo de jeito nenhum. “Minha patroa conversou comigo por um tempão. Falou que era

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