Jornalistas têm celulares invadidos centenas de vezes por software espião

Jornalistas que investigam o governo israelense e que trabalharam na denúncia do caso Pandora Papers foram vigiados ilegalmente por um software de espionagem (um spyware) durante mais de um ano, segundo revelou uma análise de cibersegurança.

Mais da metade da redação do canal de notícias El Faro, de El Salvador, teve seus celulares invadidos entre julho de 2020 e novembro de 2021 por um spyware que é vendido para governos, confirmou a análise.

O laboratório de cibersegurança The Citizen Lab, da Universidade de Toronto (Canadá), e o grupo de defesa dos direitos digitais Access Now descobriram que 22 profissionais do El Faro foram visados 226 vezes pelo spyware Pegasus, vendido pela companhia israelense NSO Group. Entre os hackeados estavam editores, repórteres, membros do conselho de diretores e pessoal administrativo.

El Faro, veículo que se associou ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) no caso Pandora Papers e em outras investigações,

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