O bloco dos sem renda

O cancelamento do Carnaval de rua em várias cidades do país devido à disseminação da variante Ômicron frustrou os planos de muita gente, sobretudo de quem vive da festa. Na segunda metade de 2021, conforme progredia a vacinação, a agenda de ensaios, aulas de música e shows vinha se movimentando, de olho no que seria o primeiro Carnaval desde o começo da pandemia. O músico Pablo Beato, de 33 anos, que toca tuba e trombone em blocos de rua há quase duas décadas, começava a recuperar a renda que perdeu nos últimos dois anos – período em que, para sustentar a casa, teve que vender máscaras de tecido confeccionadas por sua mulher. Agora, diante de mais um Carnaval cancelado, o músico sente que está vivendo uma reprise e diz não saber como vai se virar. “Está batendo uma preocupação enorme. Eu me sinto de mãos atadas.”

Em depoimento a Marcos

Continue lendo na Revista Piauí.