Lição de golpismo

A invasão ao Capitólio foi a gota d’água. Depois que trumpistas fanáticos atacaram o Congresso americano, em 6 de janeiro de 2021, analistas respeitáveis de esquerda e de direita concordaram que o então presidente havia ido longe demais. “Ele ferrou os próprios apoiadores, ferrou o país e agora ferrou a si mesmo”, declarou um ex-membro da campanha que o elegeu. Tão patéticas quanto temerárias, as cenas incluíam um cosplay de viking e camisetas no estilo “eu fui”, chocando uma sociedade que parecia imune ao choque e entrando para a história como símbolo da pior crise política dos Estados Unidos desde a Guerra Civil, no século XIX. “Lealdade a Trump desaba”, mancheteou o portal de notícias Politico. “Trump tem sangue nas mãos”, disse à imprensa um ex-assessor da Casa Branca. Naquele dia, o golpe fracassado parecia ser uma ruptura tão definitiva que a CNN previu que a insurreição selaria o fim

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