Mais da metade do Cerrado sumiu

Faltavam poucas horas para a virada de 2022 quando o governo Bolsonaro divulgou discretamente o tamanho da devastação ambiental no Cerrado, bioma que concentra ao mesmo tempo nascentes de importantes bacias hidrográficas e a maior expansão da produção de grãos no país. Entre agosto de 2020 e julho de 2021, período de coleta da taxa oficial de desmatamento, o Cerrado brasileiro perdeu 8.531 km² de vegetação nativa, um aumento de 7,9% em relação à taxa de 2020. Como acontecera recentemente com o desmatamento recorde na Amazônia, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações decidiu esconder os dados por quase um mês, sem explicar os motivos. 

A nota do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) com os dados sobre o tamanho da devastação estava pronta desde 6 de dezembro, conforme apurou a piauí. Em 12 meses, o Cerrado perdeu em vegetação nativa o equivalente a cinco vezes e meia o tamanho

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