Entrevista: ‘Na periferia do capitalismo o estado policial cai como uma luva’, diz coronel da PM Íbis Pereira

Vivemos em um estado policial. Os números comprovam: em 2020, 6.416 pessoas morreram pelas mãos das forças de segurança pública do país. Quase 80% delas, negras, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em plena pandemia, as polícias mataram mais do que nunca. “Num país democrático, as polícias não podem matar como matam no Brasil. É inconcebível que uma democracia conviva com isso”, argumenta o coronel Íbis Pereira.

Ex-comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro e hoje um “trabalhador da polícia”, como prefere se definir, Íbis passou boa parte dos 33 anos de carreira criticando a ineficiência do modelo de segurança pública no Brasil. “Nós não conseguimos desenhar uma arquitetura para lidar com o fenômeno do crime. Prevalece a fragmentação. Não temos totalidade orgânica para enfrentar e dar resposta ao fenômeno criminal”, afirma.

A conta de Íbis, com quem conversei no Rio na metade

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