Mineradora canadense na Amazônia aproveita boiada para explorar ouro mesmo sem licença ambiental

A mineradora canadense Cabral Gold acredita ter feito um negócio da China. Graças a uma manobra articulada por políticos para lá de enrolados com empresários do setor, em janeiro deste ano a empresa conseguiu o direito de explorar até 100 mil toneladas de ouro anualmente em um área de floresta no sudeste do Pará – antes mesmo de ter o licenciamento ambiental e a concessão definitiva de lavra no local. A empresa já escava a área sem nenhum tipo de autorização desde 2017 – para a Cabral Gold, trata-se da terceira maior mina de ouro do Brasil.

O que permitiu à canadense dar esse jeitinho e levou o CEO da empresa, Alan Carter, a sair à caça de investidores pelo mundo foram duas Guias de Utilização, as GUs, emitidas pela Agência Nacional de Mineração, a ANM. Na peregrinação por dinheiro, Carter

Continue lendo no The Intercept.