As vidas cada vez mais secas do Pantanal

Quando o pescador Evandro Maciel percorre as baías do Pantanal para catar iscas, na região do Paraguai-Mirim, em Mato Grosso do Sul, encontra animais mortos na beira dos rios, riachos secos, vazantes que sumiram e bancos de areia no leito dos rios. Praticamente não há isca disponível. A pesca tornou-se inviável, e Maciel, jovem de 24 anos que aprendeu a pescar aos 12, decidiu procurar emprego em Corumbá, a cidade mais próxima, no início deste ano. “De que adianta ficar no lugar onde você nasceu e se criou, se os rios estão acabando?”, questiona ele. “É triste mas não dá mais para produzir aqui. Eu fui criado com a água transbordando, mas esse ano parece que secou o dobro do ano passado. A gente sai para pescar e volta com o barco vazio.” Em outubro, o nível do Rio Paraguai observado na régua de Ladário, a estação mais importante da

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