Policiais e evangélicos fundamentalistas ameaçam escola municipal em SP por praticar ‘ideologia de gênero’

Quem vê a fachada da Emei Monteiro Lobato, cercada por passarinhos e árvores na região do Parque Buenos Aires, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, não imagina que ali foram vivenciados dias turbulentos depois que o pai de uma aluna expôs na internet que a escola praticava “ideologia de gênero”.

A exposição trouxe consequências duras: o corpo docente recebeu ameaças de morte por telefone e pelas redes sociais e uma professora chegou a mudar de casa, pedir demissão e afirmar nunca mais querer dar aulas. O fato aconteceu em 2018, mas a história voltou à tona em julho deste ano, quando um vídeo com uma criança relatando ter aprendido questões de gênero na sala de aula foi publicado na internet por um pastor evangélico.

Dias depois, dois policiais civis foram até a escola. Disseram que houve uma denúncia anônima de que o colégio trabalhava com questões de gênero e

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