A morte trágica, o gosto e as bolhas

Crédito da imagem: Medium | Texto Bolhas e Redes Sociais

“Como se formam os gostos? Até que ponto as escolhas por eles orientadas são livres, autônomas, conscientes? Ou o contrário?”

Essas perguntas, que abrem o longo ensaio de Marco Schneider sobre A dialética do gosto – informação, música e política (ed. Circuito/Faperj, 2015), me vieram à cabeça diante de certas reações à morte trágica da cantora Marília Mendonça, no acidente de avião do último dia 5.

Desastres aéreos sempre chocam, por sua raridade, por sua gravidade, pelo abalo emocional que a súbita interrupção de tantas vidas provoca. Normalmente, a cobertura jornalística se divide entre a exposição — que frequentemente resvala para a exploração sensacionalista — de aspectos da vida das vítimas e o empenho na identificação das causas e das responsabilidades pela queda. Porém,

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