Prêmio da Paz em plena guerra da informação

Foto: Leanne Jazul/Rappler

O prêmio Nobel da Paz para dois jornalistas desconhecidos, uma filipina com dupla nacionalidade norte-americana, Maria Ressa, e um russo, Dmitry Muratov, tem um significado simbólico amplo para o jornalismo mundial. Primeiro, em termos de gênero. E nisso, o comitê de Oslo acertou em cheio, reconhecendo a importância das mulheres no jornalismo, mesmo se em muitos países elas não têm o mesmo reconhecimento salarial e profissional dos colegas homens.

A seguir, a intenção foi a de dar relevância à ação de tantos outros jornalistas pouco conhecidos ou mesmo anônimos em outros países. Nem sempre numa esfera nacional, porque há muitos jornalistas empenhados e mesmo perseguidos no âmbito mais restrito de um município, de uma sociedade ou de uma associação. Os prêmios a jornalistas são raros; antes, houve apenas dois laureados: em

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