Não temos tempo a perder

A COP-26, nova edição da conferência anual das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, se aproxima e eu não consigo esquecer a ECO-92. Lá foi plantada a semente. Tenho saudades daquela época, dos anos 1990. Um saudosismo desmedido. Eu estava com 17 anos, e aos meus olhos o mundo se desdobrava de maneira tão suave e morna que mais parecia uma cascata de chocolate. As notícias que chegavam pela tevê se referiam à ECO-92 (ou Rio-92) como a Cúpula da Terra, o maior encontro de todos os tempos para discutir o meio ambiente. O Brasil sediava o evento quatro anos após o homicídio do seringueiro e ativista Chico Mendes, que aprofundou nossas feridas socioambientais. A inflação galopava, a democracia engatinhava, e o presidente Fernando Collor estava à beira do impeachment. A televisão na casa de minha família já era colorida. Significa dizer que não precisávamos mais colocar uma tela com

Continue lendo na Revista Piauí.