O jornalismo na era da vigilância extrema

Foto: AFP via Getty

O caso Pegasus [1] e seus desdobramentos publicados pelo jornal britânico The Guardian mostraram como a espionagem sobre o trabalho de jornalistas investigativos deixou de ser algo esporádico para tornar-se sistemático, transformando esta modalidade da profissão numa atividade de alto risco.

A enorme repercussão alcançada pela divulgação do uso do software espião desenvolvido pela empresa israelense NSO apontou a necessidade de os jornalistas revisarem suas rotinas de trabalho. Até há pouco, a maior preocupação das instituições e indivíduos atingidos por investigações jornalísticas era intimidar e ameaçar repórteres, mas agora softwares espiões como o Pegasus focam no arquivo de informações do profissional. A ameaça física e moral, está sendo substituída pelo assédio informativo, realizado através da distorção e desinformação baseadas no próprio material colhido pelo jornalista investigativo.

A profissão

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