Tudo é “bodarrada”

[…] Se negro sou ou sou bode,
Pouco importa. O que isto pode?
Bodes há de toda a casta,
Pois que a espécie é mui vasta…
Há cinzentos, há rajados,
Baios, pampas e malhados,
Bodes negros, bodes brancos,
E, sejamos todos francos,
Uns plebeus e outros nobres,
Bodes ricos e bodes pobres,
Bodes sábios, importantes,
E também alguns tratantes…

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Os versos acima são do poema Quem Sou Eu?, conhecido como “Bodarrada” ou “Bode”, incluído em Primeiras trovas burlescas (1859), de Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830-1882) – abolicionista, republicano, jornalista, orador, advogado autodidata e também poeta satírico.

Quem tiver lido Quem Sou Eu? ficará surpreso, e um tanto decepcionado, ao assistir a Doutor Gama, filme dirigido por Jeferson De a partir do roteiro de Luiz Antônio, que estreou em 5 de agosto no circuito de salas de cinema e está

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