Bolsonaro não aceita imitação

Parecia flashback. Na cena, Michel Temer está ladeado, à esquerda de quem olha, pelo anfitrião Naji Nahas, e à direita, pelo jornalista Antonio Carlos “Tonico” Pereira. Se o convidado de honra é ex-presidente, o dono da casa é ex-megaespeculador, e o terceiro, ex-editorialista-chefe do Estadão. Os afrescos nas paredes evocam o restaurante paulistano Massimo, onde o trio poderia estar dividindo um prato de comida numa tarde de 1991. Mas é pós-Sete de Setembro de 2021 e eles se divertem – ou simulam diversão. Nahas ri até os molares, Tonico mal entreabre os lábios, Temer sorri com os braços cruzados, em posição de defesa. O incômodo advém do motivo das risadas.

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Na ponta da mesa, longe dos convidados mais importantes, um candidato a comediante destoa dos demais por ter quarenta anos a menos do que eles, no mínimo. É filho de

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