A ferida aberta do Itamaraty

Os alunos do curso de preparação para a carreira diplomática, realizado pelo Instituto Rio Branco, são mais famosos pela sutileza do que por atos de bravura. No último 1º de setembro, porém, foram mais do que corajosos: escolheram como patrono da turma 2020/2021 José Pinheiro Jobim, único diplomata morto pela ditadura militar. Em março de 1979, o corpo de Jobim foi encontrado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com sinais de violência. Assim como o jornalista Vladimir Herzog três anos e meio antes, Jobim estava enforcado numa árvore baixa, com os joelhos curvados. Para acentuar a ousadia, os formandos escolheram como paraninfa da turma a embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues, filha de um embaixador cassado pela ditadura, Jaime de Azevedo Rodrigues.

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O presidente Jair Bolsonaro passou recibo: entendeu o recado dos alunos e não gostou.

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