Na setembrada, quem pisca perde

“Eu nunca serei preso”, esbravejou o presidente para milhares de admiradores seus, na Avenida Paulista, encerrando o ato final do Sete de Setembro bolsonarista e ensaiando o início de uma nova setembrada, de um motim. Jair Bolsonaro anunciou que não cumprirá ordens do Supremo Tribunal Federal e, assim, reiterou aquilo que mais o preocupa: ver decretada a prisão de um Bolsonaro. Seja do Zero Um ou do Zero Dois, por comandarem “rachadinha” e desviarem dinheiro público, seja do Zero Zero, por patrocinar golpe contra a Constituição, motivos não faltam. Acuado pela Justiça, Bolsonaro reagiu como cão, ladrando. Se vai morder, se terá dentes para isso, depende de como os demais poderes reagirão. Quem piscar perde; quem correr dança.

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Havia gente suficiente na Esplanada dos Ministérios e na Avenida Paulista para que a ameaça presidencial não soasse ridícula como uma parada

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