Por que Bolsonaro tem mais medo das flores do que dos fuzis

Quase às vésperas da manifestação a favor de Bolsonaro marcada para o dia do 199º aniversário da Independência, que a grande maioria dos brasileiros acredita que será pacífica, o presidente fez um elogio às armas e zombou das flores. Com sua já típica linguagem grosseira, ao parabenizar o boxeador Hebert Conceição, medalhista olímpico em Tóquio, em uma cerimônia militar, o presidente falou-lhe de guerra e de armas. E zombou das flores: “Enfia a porrada, guerreiro, é isso aí. Com flores não se ganha a guerra, não, pessoal”. E acrescentou que quando se fala em armas, “se você quer paz, tem que se preparar para a guerra”, um clássico adágio romano que alguém deve lhe ter soprado ao ouvido, já que a história e a literatura antiga não parecem ser o forte do capitão que, aparentemente, nunca leu um livro inteiro.

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