Uma cacica de olho no Senado

Quando tinha 14 anos, Telma Taurepang conheceu de perto a luta pela demarcação de terras indígenas no Brasil. Um fazendeiro questionava a propriedade de um terreno demarcado para a comunidade Araçá que seu tio, o cacique Arlindo Tenente, cercava para proteger. Segundo Telma, policiais civis de Roraima levaram seus tios para dentro de um helicóptero e prometeram jogá-los lá de cima se não revelassem informações que eles não tinham. Foi esse episódio que a inseriu no movimento indígena nacional. Hoje, mais de trinta anos depois, Telma é a primeira mulher eleita tuxaua (chefe) pelo povo Taurepang e uma das fundadoras do Parlaíndio Brasil, o primeiro parlamento do movimento indígena brasileiro, criado para discutir questões referentes aos povos originários e aumentar a presença deles no Congresso Nacional. Tradicionalmente, oposto de cacique é ocupado por homens, e as cacicas ainda são poucas. Taurepang, que defende maior participação feminina no movimento, tem um

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