“Somos estrangeiros em nossas próprias terras”


Parentes, vamos abrir essa câmera?”, conclamou Telma Taurepang no último dia 30 de junho, durante a segunda reunião oficial do Parlaíndio Brasil, realizada virtualmente. Ela é a primeira mulher eleita tuxaua (chefe) por sua comunidade, a dos Taurepang, que se encontra em Roraima, na fronteira com a Venezuela e a Guiana. “A gente precisa desse fortalecimento”, justificou Telma. A consciência de que as populações originárias do país necessitam se unir gerou, em outubro de 2017, o embrião de um parlamento indígena nacional, que agora sai do papel. Àquela altura, num encontro em Luziânia (GO), lideranças tradicionais buscavam uma solução para a falta de representatividade no Congresso. O parlamento foi proposto pelo cacique Raoni Metuktire, indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2020 por sua luta pela preservação da Amazônia e dos povos indígenas. A coordenação executiva do movimento coube a Almir Narayamoga Suruí, um dos principais líderes dos Paiter

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