A necessidade da inteligência

O fato de ter escrito o artigo Desnecessidade da inteligência não impediu Paulo Emílio Sales Gomes de publicar outro, na semana seguinte, intitulado Gosto pela inteligência no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo, em março de 1963. A contradição aparente não deixou de surpreender na época, mas, na verdade, era apenas um paradoxo típico do raciocínio e da personalidade esfuziante de Paulo Emílio. Sinto-me autorizado, pois, a seguir seus passos ao abordar questões tratadas nas duas colunas anteriores, matutando sobre a relevância de ideias e entretenimento na produção cinematográfica brasileira.

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Desnecessidade da inteligência começa assim: “Ser crítico é melancólico. Crítico de cinema então é desolador […]” Parágrafos adiante, Paulo Emílio escreve: “O fenômeno global da pouca inteligência na criação cinematográfica durante tantas décadas era expressão de desnecessidade e não de mediocridade. Não influiu na qualidade artística dos filmes

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