Entre a crítica e o ataque ao jornalismo: uma diferenciação necessária

Ilustração: Eduardo Ribas

O jornalismo e os jornalistas estão sob ataque. De acordo com o relatório Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, organizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em 2020 vivemos o ano mais violento desde o início do levantamento, na década de 1990. Foram 428 casos de ataques à liberdade de imprensa. Já a Repórteres Sem Fronteira (RSF) colocou o Brasil no 107º lugar do ranking mundial da liberdade de imprensa no ano passado. Nas contas da RSF apenas o presidente da República, Jair Bolsonaro, e seu entorno teriam promovido 580 ataques à imprensa brasileira em 2020.

Um desses ataques aconteceu na última segunda-feira (21). Destemperado, descontrolado e desajustado, Bolsonaro gritou e mandou a jornalista Laurene Santos, repórter da Rede Vanguarda, afiliada da

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