Inflação alta pode dar mais dinheiro ao governo em ano eleitoral

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O economista Roberto Campos (1917-2001) definiu a inflação como um monstro brutal e cruel que tortura particularmente os assalariados. Se os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, de alta acumulada dos preços em 8,06% em 12 meses, não são tão assustadores como os quatro dígitos que compunham o índice inflacionário dos anos 1980 e começo dos 1990, o cenário atual não pode ser considerado confortável. Como mostra VEJA na edição desta semana, a divulgação acendeu alerta no Ministério da Economia. No Palácio do Planalto, a preocupação é outra, como afetará os planos reeleição.

E, para o governo, ela pode trazer sentimentos ambivalentes. Afinal, inflação costuma ser muito para o povo do que para governos. “Obviamente que a inflação impacta na popularidade do governo. Ela atinge mais as camadas de menor renda, nas quais se tem maior contingente de eleitores, o mesmo grupo que

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