Jungmann: “Não punir Pazuello no Exército incentiva a anarquia. Não tem meio-termo”

Raul Jungmann (Recife, 1952) conhece os militares de perto. Durante o Governo de Michel Temer (2016-2018), ocupou o cargo de ministro da Defesa e, posteriormente —quando o general Joaquim Luna e Silva assumiu seu lugar—, a pasta da Segurança Pública. Agora, se diz preocupado pela ofensiva do presidente Jair Bolsonaro sobre as Forças Armadas, em particular o Exército, que deixou o general Eduardo Pazuello sem punição por participar de uma manifestação política ao lado do mandatário. “A falta de punição é indefensável, porque feriu o regimento disciplinar do Exército e também o estatuto dos militares”, explica ao EL PAÍS. “Ou se fica com hierarquia e a disciplina, ou se fica com anarquia, com desrespeito ao código disciplinar. Por isso é grave”, completa. Também afirma que o Congresso “não vem assumindo suas responsabilidades de fazer o controle civil sobre as Forças Armadas” e termina fazendo um alerta, que vale tanto para

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