Pressão oficial contra o aborto legal

O Ministério da Saúde publicou, nesta segunda-feira (7), uma nota informativa orientando a classe médica a não fazer procedimentos de aborto por telemedicina – isto é, a interrupção de gravidez monitorada a distância, por meio da prescrição de pílulas abortivas e com acompanhamento de profissionais da saúde. A prática, reconhecida em países como Inglaterra e Estados Unidos, foi adotada durante a pandemia pelo Nuavidas (Núcleo de Atenção Integral a Vítimas de Agressão Sexual), vinculado ao Hospital de Clínicas de Uberlândia. O protocolo de aborto legal por telemedicina, até então inédito no Brasil, era uma forma de garantir atendimento às mulheres grávidas após violência sexual – mas virou alvo de pressões de conservadores, conforme a piauí revelou em reportagem publicada na semana passada. A legislação brasileira autoriza o aborto em caso de estupro, de anencefalia fetal (fetos que não desenvolvem o cérebro) e risco de vida à mulher.

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