A genética da Covid e os 400 mil mortos

Era uma quarta-feira nublada em Belo Horizonte quando seis irmãs se reuniram para um almoço casual. De última hora, marcaram de se encontrar na casa de Maria do Socorro Queiroga, 72, depois de quase um ano de confraternizações presenciais suspensas por causa da epidemia de Covid-19. Em isolamento, todos os onze irmãos (cinco homens e seis mulheres) mantinham contato apenas por ligação telefônica ou chamada de vídeo. Mas não era a mesma coisa. A pandemia rompeu tradições de família: os irmãos não podiam mais ir à igreja juntos nas noites de sábado nem se encontrar na casa de um deles para um café depois da missa, como era de costume. No último dia de 3 de março, para tentar preencher esse vácuo, Maria do Socorro e seu marido, Antônio, 59, receberam em casa cinco irmãs dela: Madalena, 76, que morava sozinha, Maria Bernadete, 88, Nair, 80, Maria das Graças, 72

Continue lendo na Revista Piauí.