Lobby contra quebra de patentes de medicamentos pagou R$ 1,5 milhão a jornais

“Procuradoria-Geral da República vai ao Supremo para invalidar mais de 30 mil patentes e ameaça retomada da economia”. A manchete, estampada na capa do jornal Valor Econômico de 28 de março, não poderia ser mais clara. Em uma página inteira, com textos, infográficos e números destacados, especialistas alertavam sobre os riscos à economia e à inovação de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, ou ADI, que, se aprovada pelo STF, reduzirá o prazo de validade de algumas patentes no Brasil.

Um leitor desatento poderia nem notar que os anúncios não eram materiais jornalísticos, mas sim publieditoriais, jargão usado para definir conteúdos publicitários disfarçados de matérias jornalísticas, com que são visualmente parecidos.

Uma semana depois, na Folha de S.Paulo, outro alerta sobre a ADI, que estava prestes a ser julgada, em uma página inteira do primeiro caderno. “Alteração em patentes pode prejudicar acesso a novos medicamentos no país”, dizia a manchete, também

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