Duelo negacionista

Em março de 2020, o governador Carlos Moisés (PSL) decretou lockdown em Santa Catarina. Era o início da pandemia, e ele se notabilizou pela condução firme em seu estado. Fechou shoppings, academias e cinemas, proibiu a permanência das pessoas em restaurantes e parques. Se disse “estarrecido” com o discurso em que o presidente Jair Bolsonaro chamou a Covid-19 de “gripezinha”. Em março de 2021, Moisés era outro. Liberou academias, shoppings, restaurantes e até parques aquáticos, desde que com capacidade reduzida, e tudo isso no pior momento da pandemia.

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A guinada negacionista visava a salvar o seu mandato. Alvo de um segundo processo de impeachment, o governador resolveu se mostrar bolsonarista e amealhar apoio suficiente para se manter no cargo. Não funcionou, e na semana passada ele foi afastado pela segunda vez. Assumiu a vice, Daniela Reinehr (sem partido), cuja abordagem a

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