Pequena lembrança de 64

(Foto: Instituto Moreira Salles)

No ônibus lotado, eu em pé, ouvia o radinho de pilha de um dos passageiros transmitindo o discurso de um dos oradores do comício pelas Reformas de Base na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Era o 13 de março de 1964. O discurso poderia ser de Leonel Brizola, Jango falaria às 20 horas. Ali, dentro do ônibus, perto da Praça da Sé, deviam ser umas 19 horas.

Eu voltava do trabalho no SESC, naquela época ficava ao lado da praça Leopoldo Froes, em São Paulo. Trabalhava na Divisão de Orientação Social, com um grupo de jovens selecionados por concurso, chefiados por gente altamente qualificada como José Tavares, Renato Requixa e Bahij Amin Aur. Estava terminando meu curso de Direito na USP, no Largo de São

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