Rio poderia vacinar sua população contra a covid-19 com a grana posta fora na guerra às drogas

Foto: Sebastiano Tomada/Reportage by Getty Images

Durante o governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, no início dos anos 1990, coube à socióloga Julita Lemgruber a atribuição de administrar todo o sistema penitenciário do estado. Cientista social que havia pesquisado no mestrado as relações entre as detentas de um presídio feminino, Julita lembra da sensação de ser tratada como uma extraterrestre nesse mundo no qual desembarcou.

Ela não tinha o perfil que se esperava para o cargo, geralmente ocupado por homens comandantes de forças de segurança ou gestores bons de enxugar custos em planilhas de cálculo. “Lembro que eu preparava apresentações e falava sobre temas como o impacto na autoestima que um detento sofre, e as pessoas pareciam nem ouvir o que eu dizia. Não davam a mínima.”

“Até que um dia eu aprendi uma lição”, diz ela.

<!–

Continue lendo no The Intercept.