O custo da guerra às drogas

A lógica é simples: para evitar o consumo de substância entorpecente, promulga-se uma lei para proibi-la. O interesse em consumir não desaparece à canetada, e vender ilegalmente torna-se perigoso e lucrativo na mesma medida. Para reprimir o comércio ilegal, a saída é combater à mão armada os vendedores, também (e cada vez mais) armados. O consumo continua existindo, o tráfico movimenta cifras altas e muitos policiais, traficantes e inocentes morrem numa batalha que nunca termina. Não deu certo nos Estados Unidos com a Lei Seca de 1920 — e, para muitos especialistas em segurança, também não funciona no Brasil de cem anos depois. Para discutir o peso orçamentário da execução da Lei de Drogas nos cofres públicos dos estados brasileiros e debater alternativas, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Cândido Mendes (Ucam), lança a primeira etapa do projeto “Drogas: quanto custa proibir”. Intitulado “Um tiro

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