Quarto ministro da Saúde, Queiroga é Bolsonaro de jaleco

Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images

Não é novidade que as Forças Armadas aparelharam o Ministério da Saúde com dezenas de militares colocados em postos-chave durante a pandemia. O general Pazuello transformou o ministério em quartel, e o resultado até aqui é um aceleramento vertiginoso do número de mortos. A intervenção militar na saúde pública brasileira contabiliza hoje 300 mil mortes, milhares delas evitáveis se a ciência fosse respeitada. O epidemiologista Pedro Hallal estima que 180 mil vidas poderiam ter sido poupadas não fosse a gestão vexatória do governo brasileiro.

A chegada de um médico cardiologista no lugar de um militar não muda esse cenário. Marcelo Queiroga já deixou claro que não fará nada que desagrade os seus chefes militares. A política do ministério continuará a mesma, ainda que haja um reparo insignificante aqui e outro ali. A intervenção militar

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