A Corrupção da Linguagem

(Foto: Alan Santos/PR)

Em tempos de restrição máxima, saí de casa para comprar comida e reparei, em várias lojas fechadas, cartazes escritos a caneta onde se lia variações da frase “Todo serviço é essencial para quem vive dele”. O bordão, que tem sido usado por pessoas para contestar as medidas adotadas por governadores, faz parte de um arsenal argumentativo que se baseia em falácias lógicas, cujo objetivo é fornecer às pessoas comuns meios de contra-atacar os governos locais com frases prontas.

Analisada no vácuo, não há nada de errado ao dizer que “todo serviço é essencial para quem vive dele”. Mas é impossível pensar nestas palavras sem lembrar que o governo, em 2020, tentou alterar o conceito de serviço essencial para incluir atividades que não são urgentes. O

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